O que fazer se for picado por marimbondo?

Normalmente, a limpeza com uma solução anti-séptica, e a aplicação de gelo no local é suficiente para melhorar os sintomas. Não perfurar qualquer bolha que possa surgir no local da picada – limpe-a com água e sabão neutro para evitar infecções.

Corticosteróides tópicos (cremes, pomadas, loções ou géis que, passados sobre a pele, combatem os sinais da inflamação) e anti-histamínicos (antialérgicos) orais auxiliam no controle da inflamação e do prurido local. Entretanto, não devem ser utilizados sem a indicação de um médico, pois podem causar efeitos colaterais sérios.

Se a pessoa for alérgica ou se receber muitas picadas deve procurar atendimento médico rápido e, se possível, levar consigo o animal que causou a reação. Ao ser picado, tenha cuidado em não apertar o corpo do animal ao retirá-lo, pois pode ocorrer a injeção de mais veneno.

No caso de serem muitos marimbondos atacando ao mesmo tempo, busque um local fechado ou corra o mais rápido que puder. Para prevenir a picada, evite causar qualquer perturbação ao animal e utilize sapato fechado, meia alta e luvas para proteção das mãos nas visitas ao campo ou em lugares onde exista alta incidência desses insetos.

O marimbondo morre após a ferroada?

As vespas (marimbondos), abelhas e as formigas pertencem à Ordem Hymenoptera, Série Aculeata. Os Aculeata apresentam um oviositor modificado. Conhecido popularmente como “ferrão”. Os himenópteros ao ferroarem podem perder o ferrão, isto é, deixam o ferrão no indivíduo, como as abelhas, ou não o perdem, como as vespas, de forma que estas podem utilizá-lo diversas vezes. Sendo assim, as vespas não morrem após a ferroada.

O marimbondo ataca também cachorros ou gatos?

Sim. Se o inseto sentir-se ameaçado pelo cão ou pelo gato ele irá atacar, buscando defender-se.

Quais os sintomas da picada de marimbondo no homem?

Os efeitos das peçonhas dos Hymenoptera sociais (vespas) podem envolver reações inflamatórias e/ou imunológicas e outras de ordem sistêmica, tais como, pruridos locais, urticária, angiodema (similar a urticária), e em casos de maior gravidade, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais, perda de memória e tontura, hipotensão (diminuição dapressão arterial), bronco espasmos (estreitamento da luz bronquial como consequências da contração da musculatura dos brônquios, o que dificulta a respiração), e morte do paciente por paradas cardíacas e respiratórias.

Na maioria das pessoas os componentes vasoativos da peçonha determinam reações locais tais como, vermelhidão, edema (inchaço), e, dor, e estas tendem a desaparecer em poucas horas. No entanto, podem ocorrer reações sistêmicas que podem afetar a respiração e/ou circulação. Nestes casos, os acidentes são mais graves e envolvem:

Queda de pressão arterial e aumento da permeabilidade vascular, que podem levar à inconsciência e desmaios. Dificuldade de respirar, espirros, edema de glote, contração do pulmão, displasia (desenvolvimento anormal de órgãos e tecidos que ocasiona deformidades) e asma. Em pacientes sensíveis, pode ocorrer ainda, desordem gastrointestinal, cólica, diarréia, náusea, vômito, incontinência, dor de cabeça, calafrio e febre.

Quais os sintomas, no cachorro, quando leva uma picada de marimbondo?

Se o animal recebe uma ou poucas picadas, pode desenvolver apenas uma reação alérgica. Após muitas picadas, pode ser observado vômito, diarréia, sinais de choque (respiração difícil, cianose – caracterizada pela coloração azul-arroxeada da pele e mucosas , espuma na boca, pressão arterial alta) e dificuldade respiratória em decorrência de síndrome da angústia respiratória aguda (SARA – lesão pulmonar).

Nos cães, além dos quadros de choque e SARA, também têm sido descritos casos de crise hemolítica (destruição rápida dos glóbulos vermelhos – responsáveis pelo transporte de oxigênio às células).
O que fazer se um marimbondo atacar um cachorro ou gato?

Lave o local atingido com água e sabão, e, em seguida, reduza o inchaço com água fria ou cobrindo-o com uma compressa fria ou gelo envolto num pano (mas nunca aplique o gelo diretamente sobre a pele). É recomendado procurar um veterinário.

O marimbondo ataca as aves também?

Existem relatos de marimbondos que acabam ferroando beija-flores na disputa por alimento. Entretanto, isso não é caracterizado como um comportamento predatório porque o inseto sequer aproxima-se do beija-flor morto. Existem casos observados de uma espécie de “marimbondo-caçador” (Família Pompilidae) que alimenta-se de aves mortas que encontram no solo.

O marimbondo pode atacar rebanhos?

As vespas são animais predadores peçonhentos cuja função primária da peçonha é a predação de outros insetos, tais como lagartas [larvas da Ordem Lepidoptera (borboletas e mariposas) e Ordem Coleoptera (besouros)] e pólen. As vespas individualmente ou coletivamente defendem seus ninhos de intrusos.

O que atrai um marimbondo?

As espécies de marimbondo costumam fazer seus ninhos em troncos de árvores, presos a galhos e em beirais de casas. Alimentam-se de néctar, frutos e, principalmente, de outros insetos e larvas. São atraídos, portanto, para locais onde exista um ambiente favorável para a construção do ninho e que apresente possibilidade de alimento próximo. Os marimbondos não são animais agressivos e só irão ferroar alguém se sentirem-se ameaçados.

Quais os locais que os marimbondos preferem para fazer ninhos?

As espécies de vespas que mais comumente constroem ninhos no ambiente urbano são a Polybia paulista, também chamada de paulistinha e a Polistes. Elas costumam fazer seus ninhos no beiral ou na varanda das casas. A maioria dos marimbondos constrói ninhos fechados (como é o caso do paulistinha) ou abertos, mas algumas espécies, como as vespas-solitárias, fazem seus ninhos no chão, como se fossem uma toca. Os marimbondos procuram lugares abrigados e onde estejam protegidos de predadores – principalmente formigas e pássaros – para fazer suas casas.

Do que é feito um ninho de marimbondo?

Os ninhos são fabricados com fibras raspadas de troncos e galhos de madeira morta. O animal amassa a fibra com suas peças bucais e mistura com uma secreção especial, formando uma pasta que, quando seca, adquire consistência de papel.

Os marimbondos também têm uma rainha, como as abelhas?

Sim. O ciclo de vida dos marimbondos começa quando a rainha é fertilizada e inicia a construção do ninho. Ela constrói um pequeno ninho e põe ovos dentro dele. Quando as larvas eclodem dos ovos e crescem tornando-se operárias, elas dão continuidade ao processo de construção do ninho. Os Vespidae tem 6 subfamílias: Euparagiinae, Masarinae, Polistinae,Stenogastrinae e Vespinae. Os Polistinae são cosmopolitas e os mais especiosos na região neotropical (700 espécies), sendo altamente sociais (= eusociais).

É verdade que se nós atacarmos um marimbondo próximo ao ninho todos os outros também atacam?

Sim. Por serem insetos sociais (vivem em grupamentos divididos em castas com características morfológicas e funções definidas), os marimbondos costumam atacar em bandos quando se sentem ameaçados.

Por que um marimbondo ataca o homem?

A vespa não ataca o homem, o que é popularmente conhecido como ataque, é na verdade um comportamento defensivo do animal. O aparelho ferrão das vespas foi evolutivamente aplicado para a defesa do animal, pois juntamente ao ovipositor modificado (popularmente mencionado como ferrão) apresenta-se uma glândula de peçonha. Quando a vespa encontra-se ameaçada, expõe o ferrão sobre o animal que representa ameaça e contrai a glândula de peçonha. A peçonha liberada pela contração dessa glândula desencadeará uma resposta imunológica no animal.

Como acabar com o ninho de marimbondo?

Para a eliminação do ninho o ideal é entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses da cidade ou com o Corpo de Bombeiros (193). Nunca jogue nenhum produto sobre o enxame, como álcool, querosene, água ou inseticida, porque neste caso, os animais podem se sentir ameaçados e picar; retire do local ou das proximidades pessoas apavoradas, alérgicas à picada de vespas, crianças e animais; não bata, toque ou faça movimentos bruscos e ruidosos próximos ao vespeiro.

 Em caso de reincidência de instalação do vespeiro no mesmo lugar, devem-se tomar providências no sentido de eliminar esse abrigo, como, por exemplo: colocar algum obstáculo, vedar frestas ou buracos por onde elas adentraram, remover materiais inservíveis (caixotes, móveis, pneus, etc), renovar a pintura ou verniz, entre outros. Como insetos predadores, as vespas têm imensa importância nas cadeias alimentares e somente devem ser mortas se absolutamente necessário.

O marimbondo ataca o homem ou animal em qual circunstância?

Dificilmente ocorrerá uma ferroada (popularmente mencionado como ataque) em um animal ou humano se a vespa e/ou sua colônia não forem ameaçadas.

Há risco de vida ao homem atacado pelo marimbondo?

Pode haver risco de vida ao homem dependendo dos seguintes fatores: a) estado de saúde e idade da pessoa; b) hipersensibilidade individual (alergia ao veneno, podendo causar choque anafilático), c) quantidade de ferroadas d) região das picadas ferroadas (no pescoço ou mucosa bucal podem apresentar grave risco). O aconselhável é buscar atendimento médico.

Os marimbondos se alimentam de que?

Como insetos predadores, as vespas sociais empregam várias estratégias para localizar e coletar para si e para sua prole, líquidos dos corpos de presas, néctar, frutas e açúcares. Em algumas espécies, é comum o consumo de animais mortos. Vespas adultas preferem néctar ou sucos internos de lagartas e outros insetos.

As larvas das vespas se alimentam de aranhas, moscas, besouros e outros insetos capturados e preparados pelos adultos. Há espécies que regurgitam néctar, sucos de outros insetos ou açúcares para as larvas. Vespas solitárias são parasitóides, isto é, parasitam outros insetos pondo seus ovos diretamente no corpo do hospedeiro, de forma que tão logo as larvas eclodem do ovo, têm alimento fresco.

Existe algum “inseticida doméstico” para combater os marimbondos?

Podem ser utilizadas iscas (carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre) associadas a inseticidas de ação lenta. Outro método é borrifar o ninho com um inseticida doméstico dissolvido em óleo vegetal. Entretanto, é sempre arriscado mexer nos ninhos, pois os animais podem se sentir perturbados e atacar.

Por isso, devem ser tomadas algumas precauções: fazer o trabalho à noite, quando as vespas estão recolhidas ao ninho; ficar em silêncio e não usar perfumes ou produtos com cheiro forte, pois podem perturbar os animais; aproxime-se do vespeiro com roupa grossa ou vestimenta de apicultor e óculos para proteger os olhos.
 
Após a retirada do ninho, os marimbondos podem voltar a formá-lo no mesmo local. Para evitar que isso ocorra, produtos com cheiro forte e ação repelente, como os óleos de citronela ou de eucalipto podem dificultar a instalação do novo ninho. Os métodos “domésticos” para a eliminação de ninhos de marimbondo normalmente oferecem riscos porque costumam perturbar esses insetos, que podem se defender picando o indivíduo. Assim, a melhor alternativa é contatar o Corpo de Bombeiros ou Centro de Controle de Zoonoses.

Atear fogo no ninho de marimbondo é perigoso?

Além de ser perigoso mexer com fogo, porque este pode se alastrar nas construções do homem, não é ético infligir sofrimento a qualquer outro ser vivo. Se a convivência com os marimbondos traz riscos à saúde do homem, utilizar produtos que tornem sua eliminação mais rápida, e, portanto, diminuam seu sofrimento devem ser preferidos. Atentar para o início de uma colônia quando esta ainda é bem pequena, é uma medida bastante desejável.

Existe algum repelente contra marimbondo?

Muitos animais, incluindo os marimbondos, utilizam-se de uma substância química chamada feromônio para a comunicação. Essa substância funciona como atrativo entre indivíduos da mesma espécie e é secretada pelos marimbondos no momento da construção dos ninhos. Isso faz com que eles voltem sempre para os mesmos lugares, inclusive depois que o ninho foi destruído. Produtos com cheiro forte e ação repelente, como o óleo de citronela ou de eucalipto, podem mascarar o feromônio, dificultando assim a reinstalação dos ninhos.